segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Costelas de Heitor Batalha - degustação



Deus é menino em mil sertões. 

– Guimarães Rosa – 


A morning shows the day, as the child shows the man. 

– Milton – 

Toute douleur qui n’aide personne est absurde. 

– André Malraux – 

Caminante, no hay camino Se hace camino al andar 

– Antonio Machado – 


APRESENTAÇÃO 

A proliferação de livros para o universo infanto-juvenil no mercado editorial continua gerando labirintos, chaves que abrem a porta a experiências de leitura sutis, contundentes, estremecedoras. Cada vez mais encontramos livros que deixam perguntas que propiciam o questionamento, a reflexão, a investigação, que nos levam a pensar que a literatura passa a ser vista como um oceano caótico ansioso de classificação, o que nos força a um exercício inútil de distinguir os bons dos maus escritores. E realmente, classificar é tão inútil como inevi- tável. Um impulso do intelecto ocioso que busca ou inventa ordem onde não há mais que caos e contingência. Um exercício cruel e banal, mas, no fundo, potencialmente proveitoso, e proveitoso porque acaba por nos ajudar a descobrir coisas, detalhes inadvertidos, elementos que de outro modo permaneceriam ignorados, realidades que não são verdadeiras e contudo existem. Por outro lado, essa literatura, excetuando os textos de caráter educativo, parece dar sinais de que começa a vivenciar um bom momento; os organismos oficiais têm tomado consciência de sua impor- tância na formação da personalidade, como fomentadora da criatividade e transmissora de valores; escritores, ilustradores e editores se tem dado conta do número potencial de leitores dentro deste segmento da população e da exigência dos mesmos e, conscientes de que o público se não for instigado à leitura quando jovem, dificilmente o será depois. 

Hoje encontramos escritores que criam uma maneira claramente identificável de fazer literatura; há os proustianos, os cortazarianos, os joyceanos, gongorianos e beckettianos; os que vivem a elogiar a sordidez dos dias, os que vivem da emulação, enfim. Mas há principalmente aqueles que considero escritores com “e” maiúsculo, porque de algum modo o bom escritor é aquele que transcende a vontade de emulação ao descobrir a relação entre essa parte pessoal da linguagem e a linguagem do mundo, quando toma consciência de que as palavras e sua acomo- dação devem responder a uma maneira singular de apreender o mundo, uma maneira única porque emana dessa historia irrepetível que é uma existência humana e tudo, tudo o que esta carrega. Dentre esses escri- tores preparo um lugar para Joaquim Maria Botelho, que sem procurar novidades acaba encontrando-as. Novidades sem modismos, em seu “Costelas de Heitor Batalha”. 

À leitura do seu livro remeto-me à lembrança de Nietzsche quando diz que “a riqueza da vida se traduz pela riqueza dos gestos”; e que há “que aprender a considerar tudo como um gesto: a longitude e a cesura das frases, a pontuação, as respirações; também a eleição das palavras, e a sucessão dos argumentos.” 

É com esse conceito que findo a leitura desse livro onde Joaquim Maria Botelho trabalha com personagens que somos todos nós, defeituosos, arranhados, sofridos, mas também elegantes, belos, viventes de um mundo que está à nossa porta. Um livro cujas páginas se abrem não apenas para o público a que se destina. É amplo, um mundo dentro de um mundo com todas as mazelas e grandezas que o tempo oferece; um desfilar de imagens bem-acentuadas, frases belamente construídas, consciência de que “a gente cresce, aprende a hipocrisia social e aí sim tudo na vida fica mais complicado.”; de que vivemos sempre a nos perguntar sobre o tempo, os dias, em querer saber quanto tempo duram as coisas”, de se conscientizar de que “o amor não se compra, nem se vende; amor, a gente dá, como a boa ajuda que constrói a gratidão.” 

Joaquim Maria Botelho já deu provas suficientes de que é um excelente jornalista, e nem surpreende ao mostrar-se escritor. O que precisa, com esse dom que me parece atávico, é se mostrar mais, porque nós que vivemos de e para a leitura e escritura estamos sempre famintos por um bom texto. E espero francamente que o leitor atente para sua obra que mais que tudo é um chamamento para o exercício da escrita. 
“Costelas de Heitor Batalha” é, sem dúvida, um dos bons livros que li nos últimos tempos e me faz afirmar que seu autor mostrou-se muito feliz ao enfrentar essa dura batalha de escrever para um público tão exigente que é esse a que, primordialmente, se destina. 


Luís Avelima 
Poeta, músico e tradutor 

PREFÁCIO 

Enquanto mostra, calmamente, a irracional sabedoria das galinhas, que não temem a cobra porque sempre souberam dominá-la, Joaquim Maria Botelho vai mostrando, no decorrer da sua narrativa espraiada, o doloroso construir do jovem Heitor Batalha (Batalha? Botelho?), ao longo de sua vida de menino interiorano. Sabiamente ele começa o texto com um momento dramático, capaz de construir suspense e manter até o fim do romance, intacta, a revelação. 

Mas, entrementes, dá-nos notícia de suas primeiras quase-aventuras amorosas de menino, do seu tatear pelo corpo da mulher desejada, das desilusões, das difíceis relações dos adolescentes com seus pais, da inces- sante procura do jovem por um modelo, que passe pela fisionomia psico- lógica do pai, mas não o imite. 

A história vai correndo pela infância, pelas férias sempre desejadas, pelos desencontros afetivos, que envolvem amigos e amadas, pelas escolas, primeiras e mais complexas, pelo ambiente político do interior paulista – e o interior paulista assoma sempre – até voltar ao primeiro incidente. 

Este seu trauma inicial é retomado num clima de sonho, devaneio, embriaguês, anestesia e delírio, que o autor, numa boa escolha, deixa morrer na incerteza. 

Um bom romance de estreia e uma estreia promissora. 

Renata Pallottini, da Academia Paulista de Letras 


Naquela noite, nada indicava tempestade. Nenhum indício de tragédia. O encontro marcado com Renata o deixava feliz, os músculos da barriga contraídos de ansiedade. Fez a barba, enfiou-se em roupa nova, e de roupa nova ele se achava um perigo, passou perfume. Demais. Penteou-se. Recuou dois passos para botar a silhueta inteira no reflexo do espelho. Penteou-se de novo. Chegou mais perto para verificar se era perceptível a espinha despontando no nariz. O moço do reflexo, ele mesmo, ou o outro que ele queria ser, especial, sublime, apaixonado, sério, terno, ostentava ar inteligente. Ajustou expressão facial diferente para cada uma dessas qualidades que planejava exibir para a moça. Experimentou o perfil. Esquerdo. Depois o direito, o lado melhor. Ergueu a sobrancelha, num gesto de conquistador, imaginando a impressão que causaria, depois caçoou bobo de si próprio. Não se incomodou com a cicatriz na testa – recuerdos de um voo de cima do muro ao chão, quando tinha cinco anos, ganhou uma capa de super-homem e achou ter ganhado superpoderes junto com a fantasia. 

Passou a mão por baixo do queixo e foi atrás do aparelho de barba, para raspar um pouco melhor o começo do pescoço. Chegou o rosto bem perto do vidro para inspecionar o resultado. Não resistiu ao riso, por causa dos olhos envesgados pela proximidade da imagem. Percebeu o respingo de espuma de barba na gola de camisa. Foi ao guarda-roupa, mas, caramba, não tinha outra para compor tão bem o conjunto. Voltou para o banheiro e abriu a torneira da água quente. Molhou a pontinha da toalha de rosto e se esmerou na eliminação da mancha. Esperou secar a umidade para conferir se o grave problema fora corrigido. Não se percebia quase nada. Aliás, quem visse de fora, nem notaria o ponto ínfimo. A dimensão de um problema tem proporção direta com a expectativa da pessoa. 

Haviam acertado o encontro para as nove horas, no cinema. O relógio lerdo marcava ainda sete horas e ele não aguentava mais ficar em casa. Sentou-se no sofá. Não chegou a ficar dois minutos. Foi ao compu- tador. Ligou. Uma eternidade para carregar o sistema, pouca memória virtual, talvez, o técnico não resolveu de vez essa lentidão, não chamo mais esse cara, tenho um amigo, esse deve conhecer melhor os segredos da informática, vou falar com ele. Desistiu no meio do processo e desligou o aparelho. Foi para a cozinha. Abriu a geladeira, sem saber o que buscar lá dentro. Fechou a porta e a cara. Ah! que se dane! 

A casa da Renata ficava perto. Ah! Sim. Na Vila Mariana, em São Paulo, muita gente ainda morava em casas, apesar do número de prédios de apartamentos brotando quase de um dia para o outro, onde antes o desavisado passante se lembraria de haver uma padaria, uma quadra de tênis, um sobradinho. Pois a Renata morava em uma dessas casas. Um bangalô antigo, bem cuidado, com pequeno jardim à frente, cercado de grades baixas, portãozinho no centro. Passara por ali várias vezes, quando começou a se interessar pela moça, havia pouco mais de dois meses. O relacionamento avançava devagar, tímido e comportado, diferente das velozes aproximações amorosas de hoje. Sabia pouca coisa da moça, a bem da verdade. Discreta, reservada, não abria o coração. Mas tinha aberto um pouquinho a blusa, no último encontro, para permitir uma rápida carícia por sobre o sutiã. Tentara invadir um pouco mais no quesito conteúdo. A moça recuara o corpo centímetros bastantes para avisar que a investida lhe parecia suficiente para o momento. 

A lembrança do contato físico causava-lhe arrepios de ansiedade. Passara por algumas experiências amorosas. Aquela, contudo, era especial. Estava cansado de se sentir obrigado a “trabalhar” relacionamentos amorosos. Tivera uma namorada inteligente e paranoica, e fora sufocado pela necessidade de se manter alerta, atento a todos os detalhes, cuidando do que dizia ou não dizia, em agonia de ser mal entendido por causa de uma careta involuntária, ou porque elevou a voz um pouquinho a mais. Não podia simplesmente agir com espontaneidade e ser entendido? Todo mundo tem direito a um ou outro momento de mau humor, ou de inconsequência, ou de ingenuidade. Basta não prejudicar ninguém, nem contrariar princípios. Cansou-se de agir sob o comando da racionalidade. Por isso, permitia-se voltar às sensações adolescentes, apesar dos vinte e três anos. 

Contando essa namorada doidinha, teve alguns grandes últimos amores para toda a vida. Com todos eles sofreu, por impetuosidade ou preci- pitação. Queria mudar, ficar mais solto e despreocupado. Começaria por treinar o sorriso. Precisava atenuar a expressão séria, que passava imagem de pessoa meio solitária e distante, que não gosta de brincadeiras. Também precisava relaxar a atitude, civilizada demais, severa demais. As pessoas podiam pensar que agia assim para esconder insegurança. 

Renata, a moça de cintura fina, tinha mistérios. Heitor decidiu mergulhar no desconhecido e não ter pressa de saber mais sobre ela. Consi- derou que a agradaria se a deixasse à vontade para falar de si. Melhor curtir cada dia, receber cada informação como se fosse um presente. Mentira! Morria de curiosidade. Havia compensações. Um breve telefonema – sempre para o celular, porque ela não concordava com isso de telefone em casa. Está certo, a gente não nasceu pra virar escravo do telefone. Mas o próprio celular ela não atendia na primeira ligação. Quase sempre dava retorno mais tarde, às vezes horas mais tarde. Você não conhece bolsa de mulher? A gente nunca encontra o celular em tempo de atender. E, além disso, no trabalho, costumo deixar no modo de vibração, por isso não percebo quando entra uma chamada. Heitor concordava, e como não concordar com aquele olhar inocente lançado para cima, com a cabeça um pouco abaixada, ar de menina frágil a pedir compreensão? 

Estava inebriado por ela. Pelo conjunto. Tom de voz, elegância, independência, beleza, a própria timidez. Sentia orgulho em andar de mãos dadas com ela pelas ruas. Embora Renata se mostrasse um pouco sem jeito com essas coisas de namoradinha. Deixava a mãozinha escor- regar de dentro da dele para colocar os cabelos para trás da orelha, um gesto típico. E encantador. Ou para trocar a bolsa de braço, ajeitar a pulseira. Devia ser constrangimento. A pessoa, quando fica um tempo longo sem namorar, perde a prática. Para um rapaz vivido como Heitor, nem a atitude dela nem a pretensa justificativa dele faziam sentido. Mas, caramba, eu não dizia que preciso parar de analisar as pessoas com tanta exigência? 

Pensou nas suas grandes paixões. Duas. Três, para ser exato – de Valentina quase nem lembrava mais. Juliana o envolvera numa situação que jamais conseguiu, de todo, absorver. Passou. Quem sabe pressões familiares a tivessem induzido. Não adiantava atormentar-se. Passou. Vitória, que pensara ser a mulher definitiva, foi um louco indecifrável enigma. A ela, ainda às vezes dedicava alguns suspiros e saudades. Achava ter amadurecido com essas duas experiências, aprendido a enfrentar as benesses e os malefícios do amor. Não aprendeu nada. Percebia isso com Renata. Costumava se achar experimentado nas alianças amorosas, mas agia em relação a ela com a timidez e a hesitação das primeiras vezes. Cada encontro é um, cada relacionamento é diferente do outro. E a gente não age com a outra pessoa de acordo com o cérebro, mas conforme a emoção ordena. Heitor começava do zero, readquiria inocência, a cada relaciona- mento. Entretanto, mesmo sem querer e sem admitir, lá no cofre do peito repousavam suspeitosas dúvidas sobre os mistérios de Renata. 

Aflito de impaciência, resolveu passar na casa dela mais cedo. Nem vou me dar ao trabalho de telefonar, porque a danadinha não vai atender. Já sei. Passo por lá, de uma vez. Fico esperando, na sala, ela se arrumar. Isso, faria isso. 

Na noite fresca de junho, de céu limpo, líquido e luminoso, ele caminhou com decisão, embora por várias vezes tivesse hesitado. Ficaria aborrecida com a chegada antecipada dele? Será que a loura cabecinha queria fazer surpresa, surgindo, como fada, à frente dele, pronta e irreto- cável? Caminhava embalado por esses pensamentos. Quando deu por si, estava diante do portão. Abriu-o, mãos de punguista, e subiu, pés de pano, a escada da varandinha. 

Tomou o cuidado de pôr o celular no modo silencioso. Não queria telefonema algum atrapalhando aquela noite. Bateu à porta, de leve, levemente, pensando no poeta Augusto Gil. Renata nem ouviria as batidas, lá de dentro, tão discretas foram. Esperou um tempo, avaliando se devia chamar outra vez. Sentia-se um tanto envergonhado. Não queria incomodar, deixar a moça aborrecida, e com isso estragar o passeio. Já estava ali, porém, espetado diante da porta. 

Bateu de novo. Ainda com timidez. Nenhuma resposta. Bateu mais forte e esperou. 

Era cedo, bobagem vir aqui com quase duas horas de antecedência, coisa mais imatura...! 

Ia virando as costas para descer a escada quando ouviu tosse de homem dentro da casa. Levou um susto! Renata morava sozinha. 

Tinha acontecido um assalto no bairro duas semanas antes, e ele temeu a possibilidade de um ladrão ter invadido a casa. Sentiu o coração batendo dentro dos ouvidos. Doido, imaginando tragédias, forçou a porta da frente. Destrancada. Empurrou-a devagarinho, botou a cara para dentro e foi entrando. Na penumbra da sala enxergou o corredor e ao fundo a porta do quarto. A pulsação galopava. Avançou, encostando-se nas paredes. Pela porta entreaberta, viu as costas de um homem. Esfriou-lhe o corpo todo e um tremor incontrolável sacudiu-o inteiro. O que viu deixou-o virado em pedra! Renata deitada na cama, sem roupas, de olhos fechados. O homem, na frente dela, em pé, arrumava a calça. Um estuprador! Tinha assaltado a casa e agora se lambuzava na agonia da vítima! 

Aterrorizado, não pensou em mais nada. Pegou a primeira coisa que pudesse servir de arma: um castiçal de ferro. Chutou a porta e pulou com raiva para cima do intruso. O fulano ainda se voltou para ver o agressor. Não teve tempo de reagir. Tomou uma pancada forte na cabeça. Sujeito resistente; no meio da queda, espirrando sangue pra todo lado, ainda achou jeito de desfechar um coice. A força do golpe fez Heitor tombar para trás, despencando sobre a quina de um baú de madeira. 

O impacto foi danoso, mas ele voltou rápido para a posição de ataque. Nem percebeu, na queda, o telefone celular escapando do bolso do casaco. O aparelho rolou para um canto e escorregou para baixo da cômoda. 

Heitor sentia uma dor desgraçada na região da costela. O medo, entretanto, superava qualquer coisa. Ouviu o grunhido do homem caído, em convulsão, tentando se levantar, e não quis arriscar. Juntou as duas mãos na haste do castiçal, firmou o corpo, olhou pra cara do sujeito e bateu de novo. Com toda a força que a raiva e o pavor lhe davam. O fulano só fez “Rã!” e ficou largado no chão. 

Meio ajoelhado, Heitor quis se levantar depressa para ver Renata. As costas doíam demais. Pôs a mão para pesquisar o estrago. Havia um afundamento na região. Se ocorrera fratura, devia ser interna, porque nenhum pedaço de osso esticava lasca para fora da carne. Suportou a dor e, agachado, curvado, foi até a cama dela.

Naquele momento morreu pela primeira vez.

Renata, sentada na cama, lívida, de olhos arregalados, segurava o lençol ao peito. Na mão dela, duas notas de dinheiro. Sobre a cama, a carteira aberta do homem.

Demorou a entender. Deu-se conta, enfim. Naquele relacionamento, viu e não enxergou e por não ter enxergado não viu.

Zunia um vento forte na cara dele. Um estupor, o mundo girando, imagens rapidíssimas desfilando numa tela imaginária de cinema. Renata e ele passeando pelas lojas, ela com o dinheiro na mão, ela gastando dinheiro, ela saindo para a faculdade e nunca o deixando acompanhá-la, o corpo no chão, os dois saindo à tarde, ele sozinho em casa à noite, pensando nela, a carteira, ela na cama, o morto.

Virou-se, desceu para a rua e tentou correr. Não pôde. A dor era terrível. Respirava com imensa dificuldade. Pulmão perfurado, possivel- mente. Arrastou-se para casa. No caminho, apenas a indiferença das pessoas torcendo o nariz, decerto supondo mais um bêbado ou drogado que mal conseguia ficar em pé. Naquela hora escura, passavam, desviavam-se, nem olhavam direito, ou veriam o rosto contraído de aflição. Parou por diversas vezes, apoiando-se nas paredes e nos muros. Cada passo movimentava músculos, nervos, articulações. E cada movimento o fazia sofrer dores horrorosas. Enxergou a casa. Próxima, e tão difícil de alcançar. Chegou, afinal, respirando agulhas em vez de ar. Chegou. Tropeçou. Equilibrou-se. Entrou, aos trambolhões, e deitou-se.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Como fazer uma revisão bibliográfica

A revisão bibliográfica é a base que sustenta qualquer pesquisa científica. Acredite: algumas horas a mais na biblioteca podem poupar alguns meses de trabalho no laboratório ou a campo. Para conseguir avançar em determinado campo do conhecimento é preciso primeiro conhecer o que já foi desenvolvido por outros pesquisadores.

Realizar uma pesquisa bibliográfica faz parte do cotidiano de todos os estudantes e pesquisadores. É uma das tarefas que mais impulsionam nosso aprendizado e amadurecimento na área de estudo. Atualmente, as bibliotecas digitais têm facilitado e simplificado muito essa tarefa, pois trazem recursos de busca e cruzamento de informações que facilitam a vida de todos.

Mas as novas tecnologias não resolvem tudo. Por isso, preparamos este guia com algumas considerações importantes sobre as revisões de literatura.

1. Saiba aonde quer chegar
Todo texto acadêmico precisa de um “fio condutor”, uma linha de raciocínio que guie a leitura do texto, levando o leitor das premissas às conclusões. Assim, antes de começar a revisão de literatura, leia os chamados “livros clássicos” sobre o tema, para descobrir/relembrar os conceitos e as ideias principais relacionados ao seu trabalho.

Com uma visão geral sobre o tema, e com os pontos principais em mente, é possível elaborar um roteiro para a revisão de literatura, com os itens e subitens que o texto deverá ter para chegar à sua conclusão. Este roteiro é de grande ajuda para manter o foco e não se perder em meio à enorme quantidade de informações a que temos acesso.

O segredo de uma boa revisão de literatura é a organização e o planejamento.

2. Selecione as fontes de referência
As principais fontes a serem consultadas para a elaboração da revisão de literatura são artigos em periódicos científicos, livros, teses, dissertações e resumos em congresso.

Como atualmente existe uma exacerbada pressão por publicação de artigos científicos, é bem provável que aquela tese ou dissertação tenha sido publicada também na forma de artigo, assim como os resumos de congressos.

Desta forma, recomenda-se a preferência por artigos publicados em periódicos científicos, com comitê de editores e processo de revisão por pares. Uma boa dica é observar com cuidado as referências bibliográficas de textos já publicados sobre o tema e, desta forma, identificar os autores e os periódicos que são referência na área.

Dê prioridade (nesta ordem) a:

(i) artigos publicados em periódicos internacionais;
(ii) artigos publicados em periódicos nacionais reconhecidos;
(iii) livros publicados por bons editores;
(iv) teses e dissertações,
(v) anais de conferências internacionais;
(vi) anais de conferências nacionais.

Tome cuidado com referências antigas. A ciência traz novidades em um ritmo relativamente rápido, por isso deve-se evitar utilizar referências com mais de dez anos. Se possível, e isso irá depender do tema pesquisado, tente concentrar a maior parte das citações com menos de cinco anos.

3. Escreva de forma clara e objetiva
Evite apresentar a revisão da literatura no formato de ficha de leitura (isto é, o autor “A” disse isso, o autor “B” disse aquilo, o autor “C” disse outra coisa, etc.). Encontre os pontos de concordância e divergência entre os autores e conte a história da pesquisa. Um exemplo de texto do tipo “ficha-de-leitura” é:

Segundo Shingo (1996), a idéia central do Sistema Toyota de Produção é promover um fluxo harmônico dos materiais entre os postos de trabalho, produzindo componentes nas quantidades e nos momentos em que são necessários. Para tanto, a comunicação entre postos de trabalho deve ser promovida de forma eficiente.

Para Ohno (1994), o Sistema Toyota de Produção pode ser resumido como “produzir nas quantidades certas e no momento em que as partes são necessárias”. O autor frisa a importância do fluxo de informações entre os trabalhadores nas diferentes células ou postos de trabalho.

Observe como os dois autores estão dizendo essencialmente a mesma coisa, apesar de manifestarem suas ideias de maneira diferente. O seu trabalho como pesquisador é compreender qual a ideia central, identificar os pontos divergentes e pontos em comum entre os autores e escrever de forma clara e objetiva. Os parágrafos acima poderiam ser resumidos da seguinte forma:

A ideia central do Sistema Toyota de Produção é promover um fluxo harmônico de materiais entre os postos de trabalho, produzindo componentes nas quantidades e nos momentos em que são necessários. Neste sentido é importante promover um fluxo eficiente de informações entre trabalhadores nas diferentes células ou postos de trabalho (SHINGO, 1996; OHNO, 1994).

Veja como o texto fica mais fácil de ler, contendo as ideias comuns a ambos os autores expostas de maneira direta, sem repetições. Além disso, os parágrafos não iniciam com “Segundo Ohno (1994)” ou “Para Shingo (1996)”, ou “De acordo com Shingo (1996)”, que são formas não muito elegantes de redação.

4. Organize os trabalhos consultados
Para a elaboração de uma boa revisão de literatura é preciso pesquisar, selecionar e ler uma grande quantidade de artigos, livros e resumos. E uma boa organização deste material irá facilitar encontrar determinada ideia ou um autor específico em meio aquela salada de PDFs.

Existem várias ferramentas que permitem gerenciar sua coleção de referências bibliográficas e que podem facilitar seu trabalho. São os Gerenciadores de Referências. Exemplos importantes são o JabRef, ferramenta em código aberto e muito útil especialmente para quem trabalha com LaTex, e o EndNote.

Essas ferramentas permitem obter os dados das referências diretamente nas bibliotecas digitais, criam uma base de dados com essas informações, permitem inserir as citações e referências diretamente nos textos que estão sendo editados, e também organizam a coleção de textos originais dos artigos. A longo prazo, sua base de dados mantida por um gerenciador de referências é um recurso muito valioso para procurar referências para citar em seus textos.

5. Evite os principais erros
Errar é humano, mas a banca avaliadora do seu trabalho normalmente desconsidera este tipo de fato. Sendo assim, consulte sempre o seu orientador sobre a possibilidade de estar cometendo algum dos erros abaixo:

>> Revisão muito breve (por pressa, falta de tempo, desinteresse, etc.); obras e autores essenciais não foram incluídos no trabalho.

>> Revisão construída em cima de muito poucos autores ou estudos. Normalmente, este erro ocorre em paralelo com o primeiro erro, acima.

>> Áreas afins não foram abordadas.

>> Referências incompletas ou erradas, indicando que você na realidade não conseguiu encontrar um fio condutor nas obras que consultou.

>> Ausência de uma seção de conclusões que reúna as ideias principais abordadas no texto.

>> Má organização do material: revisão com seções muito curtas (com um ou dois parágrafos, apenas), com repetição de ideias (o estilo “ficha-de-leitura”), ou sem uma estrutura ou lógica identificável de apresentação.

>> Interpretação ou adaptação de ideias de outros autores para que elas fiquem parecidas ou reforcem as suas.

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Texto adaptado por José Luis Duarte Ribeiro a partir do original elaborado por Flavio Fogliatto e Giovani da Silveira.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Por que ocorrem trocas de autorias? O porquê de tantos textos apócrifos, em algumas hipóteses:

• Para divulgar “trabalhos novos e nomes novos” se misturando a de um nome conhecido, aumentando um número de leituras e divulgando erroneamente um mal repasse via e-mail sem pesquisa prévia;
• Para tentar/experimentar “queimar” a verdadeira identidade/imagem de um autor;

• Por má fé, “brincadeira”, falta de ética e/ou CONSCIENTIZAÇÃO;

• Por motivos pessoais, políticos, sociais e religiosos... misturando o conteúdo, com a imagem relativamente criada do autor pelos seus escritos;

• Por ingenuidade pensando que a Verdade não irá um dia vir a tona;

• Para chamar atenção... favorecendo propagandas... promovendo novos livros sobre o assunto (?)

• Para estimular os trabalhos sem registro, (podendo trazer desânimo aos iniciantes);

• Para fortalecer um padrão irreal;

• ...Por não saber como e onde pesquisar (?) denotando falta de contato com as verdadeiras letras do autor.

• Por “achismo”, preguiça, alheamento, entre outros... falta de contato com os sentimentos reais que envolvem o repasse de erratas quando se sabe o nome verdadeiro de um autor ...falta de tempo (?) ...e se o texto fosse seu ou de um conhecido seu...?

• Será que todas às vezes que um autor principiante lê o tal texto repassado com a assinatura de um autor ilustre fortalece o ego através dele...?

• Por desconhecimento da amplitude das obras verdadeiras, onde poderá parar tal situação (?);

• Falta de costume em PESQUISAR em livros, bibliotecas, sebos, museus e blog(ue)s oficiais nacionais e estrangeiros: Letras & Arte.

*

Não se pode ter o controle de tudo mas será que casos assim não ocorrem: PARA QUE APRENDAMOS A SEPARAR O JOIO DO TRIGO. 

• Para que e por que persistir no repasse de informações "truncadas (incompletas)" caso se tenha encontrado o texto original e/ou o verdadeiro autor? Se for desconhecido, até então (por que não especificar?), o que vale a pena não é buscar o mais próximo da verdade!?!

Reflita: Se ocorresse algo semelhante com um texto escrito por você... e/um amigo não seria de interesse repassar uma ERRATA???

*

Lembrando que:

• Textos "enxertados" são mentirosos, no fundo... a idéia original não partiu de quem o transcreveu e/ou o modificou... caracterizando a falta de originalidade;

• Textos sem referenciais bibliográficos, que contém excertos sem estar entre aspas bem como a ausência de citação de fonte fidedigna demonstram falta de trato com a intertextualidade e pesquisa;

• Quem na vida nunca leu um provérbio/um dito popular de autoria anônima e este foi valorizado em uma determinada situação? Negar um determinado escrito poderia podar a criatividade de um iniciante? Já pensou que alguns autores hoje reconhecidos começaram escrever com pseudônimos??? Já abriu algum livro de mensagens e leu... "Anônimo"?

• É melhor refletir sobre uma boa frase "Anônima" do que uma frase plagiada? O reconhecimento de uma biografia e/ou bibliografia real não levaria a distinção de um possível plágio...?

• Em caso de repasse de frases, por que não trocar a frase de origem desconhecida ou duvidosa por frases verdadeiras de um autor? Apontar um "engano" às vezes pode ser mais trabalhoso, mas será que não conscientiza mais...?

...Para Reflexão:


Com foi dito acima batismo de nomes conhecidos ilustram bem:

Ausência de informação, por desconhecimento e falta de costume de pesquisar; ironia p/ com determinado autor; tentativa de reforçar o reconhecimento de uma falsa voz (muitas vezes as pessoas inserem um texto falso c/ determinado nome e não "repassam ou blogam" um texto verdadeiro).

...e sobretudo "o pior" quando há falta de contato c/ a flexibilidade ...caso a pessoa tome conhecimento
que um texto não é de um determinado autor e continue repassando da modo incorreto (só porque os amigos "blogaram"
ou lhe foi repassado assim), "bordando" um atestado de: delírio, negação, preguiça e/ou ignorância.

Quanto mais repasses incorretos maior a confusão, ...quanto maior a confusão, maior abertura para fazer da "net" uma terra sem lei, quanto mais "terra sem lei" maior a o reforço para camuflar os erros e assim se reforça a cegueira e a falta de construção de pessoas pensantes. (Ex: Se um jornalista famoso pode escrever isto ou aquilo o nível de
questionamento ao invés de crescer... decresce).

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Quantos textos de Távola, Martha Medeiros, Luis Fernando Verissimo, Caio Fernando Abreu, Fernando Pessoa, Mario Quintana, Clarice Lispector, Pablo Neruda, Freud, Einstein, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Mario Benedetti, Gabriel García Marquez etc não tem sido mal repassados (e até "enxertados...") indo daqui para mais diante? (traduzidos para outros idiomas) e saindo da net para o mundo real?

Imagine só ... tudo pode ocorrer “via net” um amigo enviou para outro mural (um “scrap”) de um de seus escritos, assinou... (e este, estava registrado, no EDA), depois de “½ horinha” recebeu seu próprio escrito de um anônimo s/ a assinatura, dele.

Resultado: “caiu matando” em não se sabe bem quem, (c/ este direito...) no entanto considerando a hipótese acima: se as pessoas não tiverem percepção dos repasses deletando todos... possíveis “ADs” quem garante que não estariam deletando trabalho de escritores que não foram bem repassados?

Será que as pessoas conseguem enganar sempre? “Quem ama cuida“.

O que garante as trocas são os registros dos próprios escritos, como prova. Publicações em s(a)ites oficiais, artigos, entrevistas e livros. 

Cuidado com textos "badalados" que foram "blogados" recentemente sem registro. Desconfie até do wikipedia, principalmente quando não constar referencial bibliográfico: verifique outras publicações do "possível autor".

*

Será que todas as pessoas que se dizem ligadas a movimentos de Arte, estão tendo a preocupação na utilização do tempo vago, p/ alertar uma as outras sobre um poema e/ou texto recebido em seu mural ou cx de e-mail que nem sempre é do referido autor?

Não seria interessante alertar os amigos sobre um mau repasse? Ao se receber um texto apócrifo, quantos alertam o “equívoco”?

Quando observamos em um mural um texto que não é de um autor, no mínimo podemos questionar se a pessoa que o recebeu tem contato c/ livros, e de modo geral não é bom manter um texto que não é mesmo de um autor em seu espaço pois denota a ausência das verdadeiras letras p/ com este assim como propaga a má divulgação.

Se o texto de AD (autor desconhecido) foi considerado por alguém é que p/ ele teve algum ganho secundário c/ este repasse, ou significado pessoal (nem sempre poderá ser visto como de má fé porque daí tudo descambaria p/ a persecutoriedade), tem gente que não tem ainda noção do que está repassando ("acha bonito, divertido etc” e nem pesquisa).

Por isto existem comunidades no momento que podem ser consideradas idôneas, assim como grupos de poemas e reflexões c/ esta consciência: Quem por aqui já não foi considerado "chato" por que incentivou a PESQUISA? Será que não é preferível levar este predicado do que ser conivente c/ a falta de conscientização?

De modo geral quando se recebe uma autoria trocada ou repassada como sendo de autor desconhecido (se o texto for bom será que não merece ser checado?) ...não seria interessante avisar quem repassou o "equívoco"? (mesmo se a princípio for em modo privado), em caso de outras comunidades não caberia um alerta?

Lidar com este lance de direitos autorias requer aprendizado constante do tato porque na "net" as interpretações fogem do "tête-à-tête".

*

Errar é humano, conscientize-se. MUDE o ponto de vista, para divulgar melhor.

As Olivias - Processo seletivo http://www.youtube.com/watch?v=DoSO5pVCNuo

Rosangela_Aliberti
São Paulo, 2008
art by Alberto G. Baccelli

terça-feira, 3 de março de 2015

Normas ABNT para Trabalhos Acadêmicos 2015

Quem não sofreu para adaptar seu trabalho acadêmico (TCC, artigo, entre outros) às Normas da "bendita" ABNT?
Pois é. Mas para que seu trabalho possa ser divulgado e publicado ele deve obedecer a um padrão estrutural. Lembre-se que cada instituição pode ter alguma particularidade quanto a essas regras.
Falamos sobre como fazer citações, referências, gráficos, tabelas, enfim. Tudo que você precisa para fazer e acontecer no seu trabalho.
Aproveite bem e lembre-se que sem esforço, a vitória não tem sabor!

NORMAS ABNT 2015

Baseado em normas vigentes da ABNT NBR 6023, 6027, 6028, 10520, 14724.

Objetivo

Tem-se como objetivo estabelecer uniformidade na apresentação dos trabalhos acadêmicos desta instituição e também ser ferramenta de auxilio no processo de elaboração dos trabalhos.


1- ESTRUTURA DOS TRABALHOS ACADÊMICOS

(teses, dissertações, monografias, Trabalho de conclusão de curso e outros)

Os elementos de um trabalho acadêmico possuem estrutura composta por partes pré-textuais, textuais e pós-textuais, sendo algumas dessas partes consideradas obrigatórias e outras opcionais. Devem obedecer a seguinte ordem:

1.1 PRÉ-TEXTUAIS
1.1.1 Capa (obrigatório)
1.1.2 Folha de rosto (obrigatório)
1.1.2.2 Verso da folha de rosto ou após para versão digital - Ficha Catalográfica (obrigatório)
1.1.3 Errata (opcional)
1.1.4 Folha de aprovação (obrigatório)
1.1.5 Dedicatória (opcional)
1.1.6 Agradecimentos (opcional)
1.1.7 Epígrafe (opcional)
1.1.8 Resumo em português / Resumo em inglês (obrigatório)
1.1.9 Lista de ilustrações, Tabelas, Abreviaturas e siglas, Símbolos(opcional)
1.1.9.1 Apresentação de ilustrações no texto
1.1.9.2 Apresentação de tabelas e quadros no texto
1.1.10 Sumário (obrigatório)
1.2 TEXTUAIS
1.2.1 Introdução
1.2.2 Desenvolvimento
1.2.2.1 Revisão da Literatura
1.2.2.2 Proposição
1.2.2.3 Método
1.2.2.4 Resultados
1.2.2.5 Discussão
1.2.3 Conclusão
1.3 PÓS-TEXTUAIS
1.3.1 Referências (obrigatório)
1.3.2 Obras consultadas (opcional)
1.3.3 Glossário (opcional)
1.3.4 Apêndice (s) (opcional)
1.3.5 Anexos (opcional)
2 CITAÇÃO NO TEXTO
2.1 SISTEMAS DE CHAMADA DA CITAÇÃO NO TEXTO
2.2 SISTEMA AUTOR-DATA
2.3 SISTEMA NUMÉRICO
2.4 CITAÇÃO DIRETA OU TEXTUAL
2.5 CITAÇÃO INDIRETA
2.6 CITAÇÃO DE CITAÇÃO
2.7 CITAÇÃO DE CANAIS INFORMAIS (AULA, CONFERÊNCIA, E-MAIL, DEPOIMENTOS, ENTREVISTA.)
2.8 CITAÇÃO COM UM AUTOR
2.9 CITAÇÃO COM DOIS AUTORES
2.10 CITAÇÃO COM TRÊS AUTORES - CITA-SE OS TRÊS CITAÇÃO COM MAIS DE TRÊS AUTORES CITA-SE O PRIMEIRO SEGUIDO DE “at al”
2.11 CITAÇÃO DE VÁRIOS AUTORES À UMA MESMA IDÉIA
2.12 CITAÇÃO DE AUTORES COM MESMO SOBRENOME
2.13 CITAÇÃO DE UM MESMO AUTOR COM DATAS DE PUBLICAÇÕES DIFERENTES
2.14 CITAÇÃO DE UM MESMO AUTOR COM MESMAS DATAS DE PUBLICAÇÃO
2.15 CITAÇÃO CUJO AUTOR É UMA ENTIDADE COLETIVA
2.16 CITAÇÃO DE TRABALHOS EM VIAS DE PUBLICAÇÃO (NO PRELO)
2.17 CITAÇÃO DE HOMEPAGE OU WEB SITE
2.18 CITAÇÃO DE OBRAS CLÁSSICAS
2.19 CITAÇÃO COM OMISSÃO DE PARTE DO TEXTO
2.20 NUMERAÇÃO
3 REFERÊNCIAS

1.1 PRÉ-TEXTUAIS

1.1.1 Capa (obrigatório)
Segue abaixo modelo de capa, que deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), o projeto gráfico e de responsabilidade do autor, recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial. Deve obedecer a seguinte ordem: nome da instituição, faculdade e curso;nome do autor; título; subtítulo, se houver; local (cidade da instituição) ano da entrega.


Figura 1 - Modelo de Capa


1.1.2 Folha de rosto (obrigatório)
Segue abaixo modelo de folha de rosto, que é a folha que contém os elementos essenciais à identificação do trabalho, deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), o projeto gráfico e de responsabilidade do autor, recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial. Deve obedecer a seguinte ordem: a-nome do autor; b- título; c- subtítulo, se houver; d- natureza (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso, monografia e outros) e objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição, faculdade, curso; área de concentração e- nome do orientado e, se houver, do co-orientador; f- local (cidade da instituição) g- ano da entrega


Figura 2 - Modelo de Folha de Rosto

1.1.2.2 Verso da folha de rosto ou após para versão digital - Ficha Catalográfica (obrigatório)
No verso da folha de rosto deverá constar a ficha catalográfica que é a identificação padrão do trabalho a para ser catalogado na biblioteca da Metodista ou em outras, e deverá seguir padrões internacionais conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano – AACR2. A biblioteca é responsável de fazer a ficha catalográfica para todos os alunos da instituição procure a bibliotecária de seu campus.

Figura 3 - Modelo de verso de Folha de Rosto

1.1.3 Errata (opcional)
Utiliza-se para indicação de erros porventura cometidos e sua respectiva correção, acompanhados de sua localização no texto. Esta lista deverá constar após a folha de rosto.


Figura 4 - Modelo de Errata

1.1.4 Folha de aprovação (obrigatório)
Deve conter informações essenciais à aprovação do trabalho que constitui-se pelo nome do autor(es), título e subtítulo (se houver), natureza, objetivo, nome da instituição a que é submetido, área de concentração, data de aprovação, nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituição a que pertencem. A data de aprovação e assinatura dos membros da banca é colocada após a aprovação do trabalho. Esta folha não recebe título.

Figura 5 - Modelo de Folha de Aprovação

1.1.5 Dedicatória (opcional)
Página opcional onde o(a) autor(a) presta homenagem ou dedica seu trabalho. Esta folha não recebe título e o projeto gráfico fica a critério do autor.
1.1.6 Agradecimentos (opcional)
Devem ser dirigidos às pessoas ou instituições que, realmente contribuíram de maneira relevante à elaboração do trabalho, restringindo-se ao mínimo necessário. Deve receber título, o projeto gráfico fica a critério do autor.
1.1.7 Epígrafe (opcional)
Frase, pensamento ou até mesmo versos no qual o autor apresenta citação seguida de autoria relacionada à matéria tratada no corpo do trabalho. Também podem ser apresentadas epígrafes nas folhas iniciais dos capítulos ou seções. Esta folha não recebe título e o projeto gráfico fica a critério do autor.
1.1.8 Resumo em português / Resumo em inglês (obrigatório)
Deve ser um texto bastante sintético que inclui as ideias principais do trabalho, permitindo que tenha uma visão sucinta do todo, principalmente das questões de maior importância e das conclusões a que se tenha alcançado. É feito normalmente na língua de origem e numa outra de larga difusão, dependendo de seus objetivos e alcance. O título deve ser centralizado, sem indicativo numérico e deve ser redigido em parágrafo único. Em teses e dissertações, apresentar o resumo com, no máximo, 500 palavras e em monografias e outros trabalhos acadêmicos, com 250 palavras. As palavras-chave devem estar logo abaixo do resumo. Obs.: os resumos devem estar em folhas separadas, e devem obedecer a seguinte ordem: a- folha do resumo português. b- folha do resumo em inglês.

Figura 6 – Modelo de Resumo


Figura 7 – Modelo de Abstract

1.1.9 Lista de ilustrações, Tabelas, Abreviaturas e siglas, Símbolos (opcional)
Enumeração de elementos selecionados do texto, como datas, ilustrações (figuras), exemplos e tabelas, cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo número da página. O título deve ser centralizado, sem indicativo numérico, obedecem à ordem que aparecem no texto, exceto para Abreviaturas e siglas que devem estar relacionados em ordem alfabética. Recomenda-se fazer lista para informações que contenham mais de 3 itens. Obs.: as listas devem estar em folhas separadas, e deve obedecer a seguinte ordem: 1ª - Lista de ilustrações ou figuras, 2ª - Tabelas, 3ª - Abreviaturas e siglas, 4ª - Símbolos.

Figura 8 - Modelo de Lista

1.1.9.1 APRESENTAÇÃO DE ILUSTRAÇÕES NO TEXTO
Entende-se como ilustração os gráficos, diagramas, desenhos, fotografias, mapas, etc. que complementam visualmente o texto.

OBS: DE ACORDO COM A NBR ITEM 5.8 da NBR 14724:2011, AS FIGURAS, TABELAS E GRÁFICOS EM GERAL onde a fonte é embaixo e a denominação acima. Item válido até hoje, não havendo quaisquer alterações neste sentido. FAVOR DESCONSIDERAR AS FIGURAS ILUSTRATIVAS, DESMEMBRANDO CONFORME SUGERIDO.

1.1.9.2 APRESENTAÇÃO DE TABELAS E QUADROS NO TEXTO
As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente; os quadros contêm informações textuais agrupadas em colunas.

1.1.10 Sumário (obrigatório)
Enumeração das principais divisões, seções e capítulos, na mesma ordem e grafia em que a matéria é apresentada no corpo do trabalho. Se o trabalho for apresentado em mais de um volume, em cada um deles deve constar o sumário completo do trabalho.


Figura 9 - Modelo de Sumário

1.2 TEXTUAIS
Essa é a parte do trabalho onde é exposta a matéria. Deve ser apresentado no formato A4 (21 cm x 29,7 cm), recomenda-se obedecer ao padrão de fonte Times New Roman ou Arial, margens iguais as partes pré-textuais, espacejamento 1,5 entre linhas. Em caso de citações diretas com mais de três linhas e legendas de tabelas e ilustrações, usa-se espaço simples.
Os títulos e subtítulos das seções e subseções que compõem o texto devem ser alinhados à esquerda, precedidos de seus indicativos numéricos grafados em algarismos arábicos e separados entre si por um espaço de caractere e os títulos devem ser separados do texto que os precede ou que os sucede por dois espaços duplos. Cada seção primária deve ser iniciada em folha nova.
Deve ter três partes principais: introdução, desenvolvimento e conclusão.

1.2.1 Introdução
A partir da página inicial da introdução, todas as páginas devem ser numeradas inclusive referências, anexos etc, e o número deve vir no canto superior direito, a 2 cm da borda superior. A introdução é a parte inicial do texto, na qual devem constar a formulação e delimitação do assunto tratado, bem como os objetivos da pesquisa. Tem por finalidade fornecer ao leitor os antecedentes que justificam o trabalho, assim como enfocar o assunto a ser abordado. A introdução pode incluir informações sobre a natureza e importância do problema, sua relação com outros estudos sobre o mesmo assunto, suas limitações e objetivos. Essa seção deve preferentemente representar a essência do pensamento do autor em relação ao assunto que pretende estudar. Deve ser abrangente sem ser prolongada. É um discurso de abertura em que o pesquisador oferece ao leitor uma síntese dos conceitos da literatura; expressa sua própria opinião - contrastando-a ou não - com a literatura; estabelece as razões de ser de seu trabalho sumariando apropriadamente começo, meio e fim de sua proposta de estudo.


Figura 10 - Modelo de Introdução

1.2.2 Desenvolvimento
Parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Pode ser dividida em seções e subseções, que variam em função do tema e da abordagem do método. Portanto, a organização do texto será determinada pela natureza do trabalho monográfico e respeitará a tradição da área em que o mesmo se insere. Em trabalhos que se propõem a rever e comentar a literatura, e que não relatam pesquisa de campo ou de laboratório conduzida pelo autor, a Proposição precederá a revisão de literatura. Também não se justifica uma seção Resultados, porque em trabalhos dessa natureza não existe coleta de dados e respectivo tratamento estatístico. Em trabalhos nos quais se relata pesquisa de laboratório ou de campo conduzida pelo autor, o Desenvolvimento das monografias, dissertações ou teses apresentarão nessa ordem as seguintes partes do texto: Revisão da Literatura; Proposição; Método; Resultados; Discussão.

1.2.2.1 Revisão da Literatura
Da Revisão da Literatura devem constar trabalhos preexistentes, que serviram de subsídio às intenções de pesquisa do autor. Pode constituir um corpo único ou ser subdividida, caso o assunto a ser tratado assim o exija. A ordem cronológica dos fatos deve ser obedecida, permitindo uma visão histórica do desenvolvimento do conhecimento do tema.

1.2.2.2 Proposição
A seção da Proposição destina-se a assentar as intenções do autor em relação ao assunto. Deve expressar coerência recíproca entre o título e as seções de Revisão da Literatura e o Material e Método.

1.2.2.3 Método
A seção de Método destina-se a expor os meios dos quais o autor se valeu para a execução do trabalho. Pode ser redigida em corpo único ou dividida em subseções. As subseções mais comuns são: Sujeitos, Material, Procedimentos. Se houver preferência por redigir em corpo único, a cada produto, material ou equipamento citado no texto, corresponderá uma nota de rodapé na qual constará no mínimo o tipo e a origem do meio empregado.

1.2.2.4 Resultados
Nesta seção o autor irá expor o obtido em suas observações. Os resultados poderão estar expressos em quadros, gráficos, tabelas, fotografias ou outros meios que demonstre o que o trabalho permitiu verificar. Os dados expressos não devem ser repetidos em mais de um tipo de ilustração.

1.2.2.5 Discussão
A discussão constitui uma seção com maior liberdade. Nessa fase o autor, ao tempo que justifica os meios que usou para a obtenção dos resultados, pode contrastar esses com os constantes da literatura pertinente. A liberdade dessa seção se expressa na possibilidade de constarem deduções capazes de conduzir o leitor naturalmente às conclusões. Na discussão dos resultados o autor deve cumprir as seguintes etapas:
a- estabelecer relações entre causas e efeitos; b- apontar as generalizações e os princípios básicos, que tenham comprovações nas observações experimentais; c- esclarecer as exceções, modificações e contradições das hipóteses, teorias e princípios diretamente relacionados com o trabalho realizado; d- indicar as aplicações teóricas ou práticas dos resultados obtidos, bem como, suas limitações; e- elaborar, quando possível, uma teoria para explicar certas observações ou resultados obtidos; f- sugerir, quando for o caso, novas pesquisas, tendo em vista a experiência adquirida no desenvolvimento do trabalho e visando a sua complementação.

1.2.3 Conclusão
Mesmo que se tenham várias conclusões deve-se usar sempre o termo no singular, pois, se trata da conclusão do trabalho em si e não um mero enunciado das conclusões a que o(a) autor(a) chegou. È a recapitulação sintética dos resultados e da discussão do estudo ou pesquisa. Pode apresentar deduções lógicas e correspondentes aos objetivos propostos.

1.3 PÓS-TEXTUAIS
Nesta secção compreendem as informações que complementam o trabalho acadêmico.

1.3.1 Referências (obrigatório)
Conjuntos de elementos que permitem a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de materiais que foram mencionados explicitamente no decorrer do trabalho. Não deve constar nas referencias elementos que não foram citados no texto.
As referências deverão ser apresentadas em lista ordenada alfabeticamente por autor (sistema autor-data), usar espaçamento entre linhas simples e entre as referências, duplo espaço e alinhados à esquerda.
O título deve ser centralizado e sem indicativo numérico.

1.3.2 Obras consultadas (opcional)
São materiais que foram utilizados para compor um idéia e não foi citado no texto.

1.3.3 Glossário (opcional)
É um vocabulário explicativo dos termos, conceitos, palavras, expressões, frases utilizadas no decorrer do trabalho e que podem dar margens a interpretações errôneas ou que sejam desconhecidas do público alvo e não tenham sido explicados no texto.

1.3.4 Apêndice (s) (opcional)
Documentos que são anexados no final do trabalho com a finalidade de abonar ou documentar dados ou fatos citados no decorrer de seu desenvolvimento. São documentos elaborados pelo próprio autor e que completam seu raciocínio sem, prejudicar a explanação feita no corpo do trabalho.
Os apêndices são identificados por letra maiúscula do alfabeto consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Exemplo:
APÊNDICE A - Avaliação numérica... APENDICE B - Avaliação de células...

1.3.5 Anexos (opcional)
Suportes elucidativos e indispensáveis para compreensão do texto, são constituídos de documentos, nem sempre elaborados pelo próprio autor, que complementam a intenção comunicativa do trabalho.
O título deve ser centralizado e sem indicativo numérico.
Se houver mais de um anexo, sua identificação deve ser feita por meio de letra maiúscula do alfabeto. Exemplo:
ANEXO A - Questionário... ANEXO B - Representação gráfica...

2 CITAÇÃO NO TEXTO
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - NBR10520 - Citação é a “menção, no corpo do texto, de uma informação extraída de outra fonte".

2.1 SISTEMAS DE CHAMADA DA CITAÇÃO NO TEXTO
Segundo a ABNT, as citações devem ser indicadas no texto por um sistema de chamada: autor-data ou numérico. Qualquer método adotado deverá ser seguido consistentemente em todo o texto.

2.2 SISTEMA AUTOR-DATA
Esse estilo de citação permite ao leitor identificar, rapidamente a fonte de informação na lista de referências, em ordem alfabética no final do trabalho.As citações são feitas pelo sobrenome do autor ou pela instituição responsável, ou ainda, pelo título de entrada (caso a autoria não esteja declarada), seguido da data de publicação do documento, separados por vírgula ou entre parênteses.
EX.: O discurso competente, além de expressar significados, "representações, ordens, injunções para fazer ou não fazer consequencias, significações no sentido amplo do termo" (CASTORIADAS, 1991, p. 195), expressa também significantes cujas variáveis são mais sinuosas. "Apesar das aparências, a desconstrução do logocentrismo não é uma psicanálise da filosofia " segundo, Derrida, (1963, p.123)

2.3 SISTEMA NUMÉRICO
Neste sistema, a indicação da fonte é feita por uma numeração única e consecutiva, em algarismo arábicos, remetendo a lista de referencias no final do trabalho, na mesma ordem em que aparecem no texto. A indicação da numeração pode ser feita entre parênteses, alinhada ao texto, ou situada um pouco acima da linha do texto em expoente à linha do mesmo, após a pontuação que fecha a citação
EX.: Diz Rui Barbosa: " Tudo é viver, previvendo."(15) Diz Rui Barbosa: "Tudo é viver, previvendo15."

2.4 CITAÇÃO DIRETA OU TEXTUAL
As citações diretas, no texto, de até três linhas, devem estar contidas entre aspas duplas.
EX.: Barbour (1971, p.35) descreve: “O estudo da morfologia dos terrenos..."
As citações diretas, no texto, de mais de três linhas devem ser destacadas com recuo de 4cm da margem esquerda com letra menor que a do texto, sem as aspas.
EX.: A teleconferência permite ao individuo participar de um encontronacional ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Tipos comum de teleconferência incluem o uso da televisão, telefone,e computador. Através da áudio-conferência, utilizando a companhialocal de telefone, um sinal de áudio... (NICHOLS, 1993, p.181)

2.5 CITAÇÃO INDIRETA
Transcrição de conceitos do autor consultado, porém descritos com as próprias palavras do redator. Na citação indireta o autor tem liberdade para escrever com suas palavras as idéias do autor consultado.
EX.: Apenas poucos estudos examinaram a conformação de uma molécula inteira de mucina, utilizando a NMR de carbono 13 e técnicas de disseminação luminosa, (GERKEN, 1989). (Dentro do parênteses o nome do autor deve estar em letras maiúsculas, só se usa minúscula no texto).

2.6 CITAÇÃO DE CITAÇÃO
É a transcrição direta ou indireta de uma obra ao qual não se teve acesso. Nesse caso, emprega-se a expressão latina "apud" (junto à), ou o equivalente em português "citado por", para identificar a fonte secundária que foi efetivamente consultada.
EX.: Além desses aspectos sobre a formação do povo brasileiro, que ainda hoje influenciam, de forma negativa, a disponibilidade para o ato de ler, outros ainda devem ser observados. Sobre este assunto, são esclarecedoras as palavras de Silva (1986 apud CARNEIRO, 1991, p. 31)

2.7 CITAÇÃO DE CANAIS INFORMAIS (AULA, CONFERÊNCIA, E-MAIL, DEPOIMENTOS, ENTREVISTA.)
Quando se tratar de dados obtidos por informação verbal (palestras, debates, comunicações) indicar entre parênteses, a expressão informação verbal, mencionando os dados disponíveis em rodapé.
EX.: O novo medicamento está disponível até o final deste semestre (informação verbal)1. No rodapé da página: 1 Notícia fornecida pelo presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso em Novembro de 2002.

2.8 CITAÇÃO COM UM AUTOR
EX. 1: (autor como parte do texto) Como afirma Almeida (1988, p. 14) "As novas tecnologias são o resultado prático de cruzamentos entre as diversas faces do triangulo da comunicação contemporânea: a tv, o satélite e o computador."
EX. 2: (autor não faz parte do texto) "As novas tecnologias são o resultado prático de cruzamentos entre as diversas faces do triangulo da comunicação contemporânea: a tv, o satélite e o computador." (ALMEIDA, 1988, p. 14)
OBS.: trata-se de citação direta, por isso o trecho retirado da obra consultada é digitado entre aspas duplas e a pontuação do autor citado é fielmente reproduzida.

2.9 CITAÇÃO COM DOIS AUTORES
Devem ser apresentados pelos sobrenomes dos autores ligados por ; quando apresentados entre parênteses. Quando citados no texto, devem ser ligados por "e", seguidos do ano da publicação. Os nomes devem estar separados por " ; ". O símbolo & indica sociedade comercial, portanto não é apropriado para um trabalho científico.
EX. 1: (autor como parte do texto) Zaccarelli e Fischmann (1994) identificam a estratégia de oportunidades como sendo a adotada por empresas que enfrentam grandes variações no nível de atividade em seus mercados. Ela consiste basicamente na manutenção de mínimo esforço durante os períodos de baixa intensidade e na minimização do esforço em período de pico.
EX. 2: (autor não faz parte do texto) As estratégia de oportunidades como sendo a adotada por empresas que enfrentam grandes variações no nível de atividade em seus mercados. Ela consiste basicamente na manutenção de mínimo esforço durante os períodos de baixa intensidade e na minimização do esforço em período de pico. (ZACCARELLI; FISCHMANN, 1994)

2.10 CITAÇÃO COM TRÊS AUTORES - CITA-SE OS TRÊS CITAÇÃO COM MAIS DE TRÊS AUTORES CITA-SE O PRIMEIRO SEGUIDO DE “at al”
Com mais de três autores:
EX. 1: (autor como parte do texto) Lotufo Neto et. al (2001) afirmam que as pessoas com depressão sofrem muito e procuram a ajuda de profissionais da saúde, porém estes raramente identificam o problema.
EX. 2: (autor não faz parte do texto) As pessoas com depressão sofrem muito e procuram a ajuda de profissionais da saúde, porém estes raramente identificam o problema. (LOTUFO NETO et al., 2001)

2.11 CITAÇÃO DE VÁRIOS AUTORES À UMA MESMA IDÉIA
Citar os autores obedecendo a ordem alfabética de seus sobrenomes.
EX.: Essas proposições foram testadas dentro dos limites estreitos da pesquisa sobre projeto do tabalho e em powerment. Dessa forma Parker, Wall e Jackson ( 1997) e Parker (2000) demonstraram como autonomia e decisão são positivamente relacionadas com comportamentos proativos, iniciativas, flexibilidades e internalizações de estratégias organizacionais por parte dos empregados. Do mesmo modo, Cordery e Clegg, Leach, Jackson (2000), Parker (1998),Wall (2000) .

2.12 CITAÇÃO DE AUTORES COM MESMO SOBRENOME
Havendo dois autores com o mesmo sobrenome e mesma data de publicação, acrescentam-se as iniciais de seus prenomes.
EX.: 1Os dados para a amostra dessa pesquisa foram coletados no banco de dados International Finance Corporation. Conforme salientam Costa J.R. e Costa M.R (1984).

2.13 CITAÇÃO DE UM MESMO AUTOR COM DATAS DE PUBLICAÇÕES DIFERENTES
EX.: Recentemente, foi comprovado que a educação continuada e o treinamento representam a base de sustentação do controle de qualidade total Tavares (1994, 1995, 1998).
Importante: a sequencia das citações obedece a ordem cronológica das publicações.

2.14 CITAÇÃO DE UM MESMO AUTOR COM MESMAS DATAS DE PUBLICAÇÃO
EX.: De acordo com Robinson (1973a, 1973b, 1973c) o número de manifestação corresponde a ....
Importante: na elaboração das referências as mesmas letras identificadoras dos documentos deverão ser apresentadas.

2.15 CITAÇÃO CUJO AUTOR É UMA ENTIDADE COLETIVA
EX.: Segundo a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, (2002) todo autor citado no texto deve ser relacionado nas referências.
OBS: As próximas vezes que a entidade for citada poderá ser utilizada apenas a sigla. Exemplo: Segundo a ABNT...

2.16 CITAÇÃO DE TRABALHOS EM VIAS DE PUBLICAÇÃO (NO PRELO)
EX.: Segundo Carneiro (não publicado), todo comportamento humano decorre da concepção que nós temos da realidade e nessa realidade existem três pólos distintos: nós e aquilo que nós somos, nós e aquilo que nos cerca, nós e as outras pessoas. Nossa postura na vida depende do modo como estabelecemos esta relação.
OBS: No caso do texto estar redigido em inglês, utiliza-se a expressão" in the press"

2.17 CITAÇÃO DE HOMEPAGE OU WEB SITE
Cita-se o autor pelo sobrenome, como se faz na citação tradicional. Quando não houver autor cita-se a primeira palavra do título em CAPS LOCK (A ABNT orienta fazer a citação da mesma forma que a do autor-livro e autor revista. Não se faz menção do site na nota de rodapé, pois existe uma referência própria para documentos retirados da Internet.
EX.: Ao tratar de biblioteca digital, Cunha (1999) esclarece que ela " é também conhecida como biblioteca eletrônica (principalmente no Reino Unido), biblioteca virtual (quando utiliza recursos da realidade virtual), bibliotecas sem paredes e biblioteca virtual.
Somente na lista de referências cita-se o nome completo do autor o nome do site e a data do acesso.

2.18 CITAÇÃO DE OBRAS CLÁSSICAS
EX.: Homero exulta o povo "Bravos, meus filhos! Vigiai, sempre assim; que ninguém ceda ao sono..." (Ilíada, 10, p.173). O volume deve ser indicado em arábico e deve-se colocar a designação da página " p. "

2.19 CITAÇÃO COM OMISSÃO DE PARTE DO TEXTO
Omissões em citações são permitidas quando não alteram o sentido do texto. São indicadas pelo uso de reticências no inicio ou no final da citação.Quando houver omissões, no meio da citação, usam-se reticências entre colchetes. As reticências indicam interrupção de um pensamento ou omissão intencional de algo que se devia ou que podia dizer e que apenas se sugere, por estar facilmente subtendido.
EX.: No inicio da citação: "...alguns dos piores erros na construção organizacional tem sido cometidos pela imposição de um modelo mecanicista de organização ideal" ou "universal" a uma empresa viva" (CASTRO, 1976, p.41)
No meio da citação: “O poder tributário [...] é à base de aplicação de qualquer categoria de tributos" (FOUROUGE, 1973, p. 41)
No final da citação: "Em relação a este tema Muraro (1983) no seu estudo com mulheres brasileiras da classe burguesa, afirma que uma das preocupações mais importantes destas mulheres centrava-se na própria aceitação...”.

2.20 NUMERAÇÃO
A numeração das notas explicativas é feita em algarismo arábico, devendo ter numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não se inicia a numeração a cada página.
Ibdem - ibd [ na mesma obra] - Usado quando se faz várias citações seguidas de um mesmo Documento.

5 Silva, 1980, p.120 6 Ibid, p. 132Idem - Id [ do mesmo autor] - Obras diferentes do mesmo autor.
5 Silva, 1980, p. 132 6 Id, 1992, p. 132
Opus citatum - op. cit. [obra citada] - Refere-se à obra citada anteriormente “na mesma página”, quando houver intercalação de outras notas.

5 Silva, 1980, p. 23 6 Pereira, 1991, p. 213 7 Silva, op. cit., 93Locus citatum - loc cit [lugar citado] - Refere-se a mesma página de uma obra citada anteriormente, quando houver intercalação de outras notas.
5 Silva, 1995, p120 6 Pereira, 1994, p.132 7 Silva, loc. Cit
Nota:

As expressões latinas somente podem ser usadas em notas de rodapé.
Das expressões latinas, a expressão apud é a única que pode ser usada no texto também.

3 REFERÊNCIAS
Segue nesta secção exemplos dos tipos de referências e sua ordem exata conforme norma vigente da ABNT – NBR 6023.


ABORÍGENES. In: Novo Aurélio: dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2000.

3.14 LEIS E DECRETOS
BRASIL. Decreto lei n. 2.425, de 7 de abril de 1988. Estabelece critérios para pagamento de gratificações e vantagens pecuniárias aos titulares de cargos e empregos na Administração Federal. Diário oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, v.126, n. 66, p.6009, 08 de abril. Seção 1, pt 1

3.15 ACÓRDÃOS DECISÕES E SENTENÇAS DE CORTES OU TRIBUNAISNOME DO PAÍS, ESTADO OU MUNICÍPIO.
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Deferimento de pedido de extradição. Extradição n. 410. Estados Unidos da América e José Antônio Hernandez. Relator: Ministro Rafael Mayer. 21 mar. 1984. Revista Trimestral de Jurisprudencia, Brasilia, v. 109, p. 870-879, set. 1984.

3.16 PARECERES, RESOLUÇÕES E INDICAÇÕES AUTORIA
CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. Resolução n. 16 de 13 de dezembro de 1984. Dispões sobre reajustamento de taxas, contribuições e semestralidades escolares e altera e altera a relação do artigo 5 da da resolução n. 1 de 14/1/83. Relator: Lafayete de Azevedo. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 13 dez. 1984. Séc. 1, p. 190-191.

3.17 BÍBLIA
Bíblia considerada no todo
BIBLIA. Idioma. Título. Tradução ou versão. Edição. Local: Editora, ano
BIBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução: Centro Bíblico Católico. 34. ed rev. São Paulo: Ave Maria, 1982.
Partes da Bíblia
Quando se tratar de partes da bíblia, inclui-se o titulo da parte antes da indicação do idioma e menciona-se a localização da parte (capítulo ou versículo) no final.
BIBLIA, N. T. João. Português. Bíblia sagrada. Reed. Versão de Anttonio Pereira de Figueiredo. São Paulo: Ed. Da Américas, 1950. Cap. 12, vers. 11.

3.18 ATAS DE REUNIÕES
Universidade Metodista de São Paulo. Conselho de Ensino e Pesquisa, São Bernardo do Campo. Ata da sessão realizada no dia 10 out. 2002. Livro 30, p. 10 verso.

3.19 ARQUIVOS ELETRÔNICOS
UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO. Sistema de Bibliotecas. Normas.doc. Manual para apresentação de trabalhos científicos. Biblioteca Central. São Bernardo do Campo, 16 out. 2002. 2 disquetes. Word 5.0. SILVA, L.L. B. Apostila.doc. São Bernardo do Campo, 16 out. 2001. Arquivo (605 bytes); disquetes 3 ½ Word for Windows 6.0.
UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO. Biblioteca Central. Manual de referencia. São Bernardo do Campo, 2002. 1 disquete.


SANTOS, J. J. Discussões sobre normalização de trabalhos [mensagem pessoal]. Mensagem recebida porbiblioteca@metodista.br em 12 out. 2002.
NOTA: Segundo a ABNT, as mensagens que circulam por intermédio do correio eletrônico devem ser referenciadas somente quando não se dispuser de nenhuma outra fonte para abordar o assunto em discussão. Mensagens trocadas por e-mail tem caráter informal, interpessoal e efêmero, e desaparece rapidamente, não sendo recomendável seu uso como fonte cientifica ou técnica de pesquisa.

3.20 DOCUMENTOS ELETRÔNICOS (disponíveis em meio tradicional e que também se apresentam em meio eletrônico)
a- Livro no todo:
QUEIRÓS, Eça de. A relíquia. In: BIBLIOTECA virtual do estudante brasileiro. São Paulo: USP, 1998. Disponível em: <http://www.bibvirt.futuro.usp.br>. Acesso em: 11 nov. 2002.
b- Evento no todo:
CONGRESSO BRASILEIRO DE CIENCIAS DO MOVIMENTO, 35., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo, SP: UMESP. 1 cd-rom.


ABORÍGENES. In: Novo Aurélio : dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2000. Disponível em <http://www.dicionariodalinguaportuguesa.com.br >. Acesso em: 12 nov. 2002.
f- Jornal
Estado de São Paulo. São Paulo, ano 126, n. 39401, nov. 2002. Disponível em: <http://www.estadao.com.br >. Acesso em: 12 nov. 2002.
g- Artigo de jornal
COMÉRCIO, eletrônico. O Povo On-line, Fortaleza, 18 nov. 1989. Disponível em: <http://www.opovo.com.br >. Acesso em: 18 nov. 2002.
h- Artigo de revista
SANTOS, Lineu. O bibliotecário de referencia. Ciência da Informação. Brasília : IBICT, v. 26, n. 3, 1997. Disponível em <http://www.ibict.br/cionline/ >. Acesso em: 18 nov. 2002.

3.21 DOCUMENTOS TRADUZIDOS
Pode-se indicar a fonte da tradução quando mencionada.
CARRUTH, J. A nova casa do Bebeto. Desenho de Tony Hutchings. Tradução Ruth Rocha. São Paulo: Circulo do Livro, 1993. 21p. Tradução de: Moving House.

ANEXO A - Roteiro para Formatar o Trabalho Acadêmico Inserindo Numeração a partir da Introdução:
Fazer a quebra de página na folha anterior a introdução ou a anterior a que se inicia a numeração.Na barra de menu do word clicar em:

Inserir
Quebra de página
Tipos de quebra de seção – Contínua
OK2. Na página da introdução ou a que inicia a numeração. Clicar em (barra de menu do word):

Exibir
Cabeçalho e rodapé
Desabilitar o ícone : “mesmo que a seção anterior”
Formatar números de página – completar o campo “iniciar em”: com a numeração que inicia o seu trabalho.
Clicar no ícone: “inserir números da página”

Fonte: Próprio autor